Segundo estudos arqueológicos, a ocupação humana do país remonta há mais de 150 mil anos, como documentam restos pré-históricos diversos: machados, cerâmicas, utensílios de pedra talhada do Paleolítico ao Mesolítico, objetos de metal e megalíticos. A transformação do Saara em deserto, em aproximadamente 2500 a.C., arrastou para a região norte do Senegal os antepassados dos Peúles.
Os primeiros documentos da história do país são de viajantes árabes. O historiador árabe AI-Beki, em 1068, refere-se ao reino de Tekrour, habitado pelo povo a que os franceses chamaram “Tooucouleur”(Tuculeros).
No século X já se tem notícia da existência dos Impérios do Mali e do Tekrour, que duraram até o século XVI. Nesse período, foi introduzido no país o culto islâmico de religiosos árabes e bárbaros.
Por volta de 1444, navegadores portugueses atingem Cap Vert e estabelecem feitorias em vários pontos do território senegalês. Em 1638, os franceses fundam uma feitoria, reconstruída em 1659 que viria a se tornar Saint-Louis do Senegal.
A posição dos franceses era fraca devido às guerras do povo senegalês que tentava impedir o domínio dos europeus. Em 1854, era nomeado um governador militar francês, que dominou os Ualofs e conteve os mouros na margem direita do rio Senegal. Foram também combatidos os Marabus, em melhores condições de organizar uma resistência antifrancesa.
Em 1857, era fundada Dakar e em 1864, o Senegal tornou-se colônia francesa. Mas a luta dos senegaleses continuou finalmente em 1946 criou-se a Lei Lamine Guèye, que deu aos habitantes das colônias francesas o título de cidadãos, equiparando-se aos franceses em igualdade de direitos.
Em 1956, a Lei “Deferre” criou oito repúblicas semi-autônomas na África Ocidental Francesa, entre elas a do Senegal.
Durante o ano de 1958 Niger, Alto-Volta e Senegal formaram uma Federação, que em breve se transformou na Federação do Mali, tendo como participantes o Sudão e o Senegal. Essa Federação foi dissolvida dois anos depois em 26 de agosto de 1960, o Senegal proclamou sua independência, tendo como pai, o Presidente Léopold Sèdar Senghor e em 1980 renunciou em favor de seu primeiro ministro, Dr. Abdou Diouf.
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